segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Soneto (talvez o primeiro)

     Um soneto que fiz hoje. Estava com muita vontade de escrever em uma forma moldada, com rimas e tudo, exercitar um pouco. Acho que foi porque li um texto do Mario Quintana no qual discursava sobre a arte de ser poeta e que todo grande escritor de poesias começava fazendo sonetos. Li uns sonetos dele e vi que a estrutura e as rimas parecem que fazem soar aos ouvidos como música, como uma pequena brincadeira encantadora de combinar, de jogar com as palavras, de mexer com as emoções. 
     Aí vai minha pequena arte.


Caminhando sem rumo

A lua se pôs
Mas a luz não veio
Ficou pra depois
Do meu devaneio

Em estradas além
Sentia-me só
Cruzando com quem
De mim tinha dó

O medo era estrada
Amor era senda
Escolha era dada.

Angústia, entenda,
Esteja calada
E me compreenda.

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