O pior era que meu melhor amigo tampouco deixava de lembrar-me o neurótico que eu era; e também insistia na necessidade de mudar. Também com ele eu estava de acordo; mas com ele não podia ofender-me, de forma que me sentia impotente e preso; mas um dia me disse: 'Não mude, siga sendo tal como é. Na realidade não me importo se você muda ou deixa de mudar. Eu lhe quero tal como você é e não posso deixar de querer-lhe'.
Aquelas palavras soaram nos meus ouvidos como música: 'Não mude, não mude, não mude, não mude... Lhe quero'. Então tranquilizei-me, e me senti vivo; e, oh maravilha!, mudei..."
José Vicente Bonet. Seja amigo de si mesmo. Edições Loyola: 1995, São Paulo.
A anedota é de Anthony de Mello (para quem gosta da filosofia espiritual, pesquise por ele) e eu encontrei nela uma mensagem linda que quis compartilhar: a aceitação, principalmente a aceitação de nós mesmos.
Minha visão sobre o texto:
Quando alguém se enxerga e passa a reconhecer seus defeitos e a valorizar suas qualidades positivas, ela ganha poder pra realizar maravilhosas mudanças. E no caso do texto que postei o despertar veio por meio de uma pessoa especial na vida daquele senhor(?) neurótico: seu melhor amigo. Com certeza um amigo verdadeiro em nossa vida é de essecial importância, principalmente quando nos compreende e sempre está ao nosso lado. Mas nenhuma mudança seria possível se esse senhor não aceitasse o que seu companheiro falou e trouxesse para dentro dele o que estava fora. Então, sejamos também nós mesmos nossos verdadeiros amigos.
BeijoO e abraçoO.