domingo, 30 de janeiro de 2011

Abraço de despedida

Em algumas épocas de mudanças, temos de aceitar ver menos amigos de quem gostamos muito e nos conformar que muitos dos nossos colegas se perderão de nossa vista no mundo. Encontro-me numa dessas fases.

Recebemos muitas coisas das pessoas queridas durante uma amizade, e uma delas é o abraço. Pensando nisso resolvi fazer um poema. Contudo, logo me veio à mente misturar essa grande demonstração de afeto e carinho com uma despedida, inspirada no momento de transição por que passo:


Abraço de despedida

Por um instante, tudo para.
O mundo gira, os carros passam
Silêncio.
Duas pessoas se abraçam.

Longe do mundo estão,
Lançam ao ar sua atenção
Só sentem os corpos se tocando,
Os braços envoltos nas costas um do outro,
O cheiro do perfume e do shampoo novo,
Os cabelos esvoaçando com o vento dançante.
A inspiração, a expiração.

Quando se soltarem,
Perguntarão onde se encontram.
Lembrarão que estavam em um abraço de despedida.
Então, olharão para as nuvens
E pensarão que acabaram de voar bem mais alto

Ela encontrará os olhos dele
Ele desviará o olhar,
Com medo de chorar.
Será que sentiriam outro abraço assim?

Enfim, uma palavra para partir:
Adeus.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Textos de antes

Estava fazendo uma geral no meu quarto um dia desses quando achei minha agenda do 1º colegial. Naquela época, além de me lembrar dos estudos e compromissos, ela me servia de algo mais: "ouvidora" de desabafos, meus questionamentos sobre o mundo e sobre mim mesmo.

Talvez pareça estranho pra você que eu só fui querer descobrir o mundo e me auto-investigar com 15 anos, mas compreenda: naquela época eu era como a maioria dos meninos -- imaturo pra idade que tem. Bom, o que importa é que chegou a hora de eu crescer, e em consequência disso acabei escrevendo alguns textos.

Aí abaixo vão os dois que mais me agradaram nessa recordação -- uma reflexão e um pequeno poema.


"Algo permanente ou passageiro? Uma vontade de mudar [o que está errado] que nunca tive; a determinação surgindo e as revoltas crescendo nesse coração tão pequeno para o mundo, mas tão espaçoso para sentimentos e pensamentos [sobre ele].
Coisas erradas à minha volta, e também em mim. Pensar em outras pessoas primeiro? Faz parte da minha personalidade. Mas não seria mais fácil começar comigo? [...]
Apenas uma mudança de visão, determinação e revolta... Por que só em mim tão intensamente [e em quase ninguém mais]?
Buscar outras pessoas..."


O que está entre colchetes foi adicionado por mim, fora algumas pequenas modificações que fiz no original para torná-lo um pouco mais claro e objetivo).

Atingi algumas epifanias quando comecei a não concordar com o sistema em que vivia. Pobreza, violência, assassinatos injustificáveis, riqueza exacerbante pra uns e pobreza extrema pra outros -- um mundo cruel e injusto. E o homem ainda achava que sabia demais por causa da ciência... Fiquei indignado, angustiado, triste e estonteado com tantas verdades cruas jogadas à minha frente de uma só vez. E pior: não sabia o caminho para ajudar a resolver tantos problemas.

Logicamente alguma hora temos que aceitar o mundo do jeito que ele é para poder mudá-lo (ou pelo menos tentar). Depois -- para ser mais específico, no decorrer de uma amizade --, aprendi que é alegrando vidas (iniciando da nossa própria) que começamos a rearranjar nosso planeta. E sei que ainda tenho muito pra ser ensinado sobre esse assunto.


Agora vem o mini-poema:



Tempo

Passa depressa, passa dessa tão ruim
Pára! Pára!
Não obedeces a mim...
Quando vai me achar?


Simples, mas quis demonstrar a insatisfação que o tempo causa em nós, o quanto algumas vezes nos achamos perdidos no momento em que estamos vivendo. Nem lembrava que o tinha escrito...

Bom, espero que tenha gostado.

Beijos e abraços.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Apresentação

Olá.
Fico feliz por você visitar meu blog.
Bom, como ele próprio diz, eu sou o Matheus.
Na verdade, não importa muito quem sou ou o
que faço da vida, mas sim o que vou postar
daqui pra frente. Então, deixe-me lhe contar.
Gosto de escrever poemas, que geralmente têm a
ver comigo sim - com meus sentimentos - e resolvi
publicar alguns que escrevi e quem sabe alguns que
escreverei.
Ah, e disse que não importa muito quem eu sou, e é
verdade. Porque quem vai buscar significado em cada
verso é você, leitor. Não importa o que eu disser, você
nunca se sentirá como eu me senti escrevendoo que
quer que seja. Ler e escrever são experiências muito pessoais.
Então, o máximo que farei é lhe dar uma base
de como me senti pra escrever aquilo que estou postando.
Mas não acho que eu precise detalhar nada - com certeza
você poderá achar mais satisfação em uma palavra certa
que em uma longa descrição. E torço pra que ache isso em
algum poema aqui.
Poderei variar as formas de texto e os assuntos também,
apesar de a ideia inicial ser postar meus versos. Músicas,
narrativas, alguma opinião sobre um assunto que me
interessa e que eu ache importante abordar: são possi-
bilidades do que você talvez encontre aqui.
Finalmente, é isso. Espero não ter sido tão longo assim
pra uma apresentação de um blog, mas, se fui, não me
julgue um chato tão precipitadamente. Dê pelo menos mais
uma passada pra ver se gosta do que vou escrever.
Ah, e não sei com que frequência vou postar - vou tentar
fazer isso semanalmente, mas vamos ver se a inspiração e
a disposição me incentivam um pouco né.
Beijos e abraços.
M. L.