quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"Durante anos fui um neurótico. Era um ser angustiado, deprimido e egoísta. Todo mundo insistia em dizer-me que mudasse; e não deixavam de lembrar-me o quão neurótico era. Eu me defendia, ainda que estivesse de acordo com eles, dizendo que desejava mudar, mas não conseguia, por mais que tentasse.
O pior era que meu melhor amigo tampouco deixava de lembrar-me o neurótico que eu era; e também insistia na necessidade de mudar. Também com ele eu estava de acordo; mas com ele não podia ofender-me, de forma que me sentia impotente e preso; mas um dia me disse: 'Não mude, siga sendo tal como é. Na realidade não me importo se você muda ou deixa de mudar. Eu lhe quero tal como você é e não posso deixar de querer-lhe'.
Aquelas palavras soaram nos meus ouvidos como música: 'Não mude, não mude, não mude, não mude... Lhe quero'. Então tranquilizei-me, e me senti vivo; e, oh maravilha!, mudei..."

José Vicente Bonet. Seja amigo de si mesmo. Edições Loyola: 1995, São Paulo.

A anedota é de Anthony de Mello (para quem gosta da filosofia espiritual, pesquise por ele) e eu encontrei nela uma mensagem linda que quis compartilhar: a aceitação, principalmente a aceitação de nós mesmos.

Minha visão sobre o texto:
Quando alguém se enxerga e passa a reconhecer seus defeitos e a valorizar suas qualidades positivas, ela ganha poder pra realizar maravilhosas mudanças. E no caso do texto que postei o despertar veio por meio de uma pessoa especial na vida daquele senhor(?) neurótico: seu melhor amigo. Com certeza um amigo verdadeiro em nossa vida é de essecial importância, principalmente quando nos compreende e sempre está ao nosso lado. Mas nenhuma mudança seria possível se esse senhor não aceitasse o que seu companheiro falou e trouxesse para dentro dele o que estava fora. Então, sejamos também nós mesmos nossos verdadeiros amigos.

BeijoO e abraçoO.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Buscando

Cada pessoa tem seus costumes, boas qualidades e defeitos, mas também há coisas a se corrigir, tanto em relação à personalidade quanto ao modo de lidar com alguns fatos. Só que às vezes nos acomodamos e damos alimento aos nossos vícios e na hora de tomar consciência e querer melhorar a coisa pega. Quando dizemos a nós mesmos "vou mudar" pode ser algo que queremos realmente, mas às vezes queremos que isso aconteça depressa de mais, atropelando o tempo natural da transição. Queremos nos conscientizar num dia, nos decidir a mudar na noite e de manhã sermos uma pessoa simples e puramente nova. E é aí que vêm as decepções. Nunca vamos vencer um vício ou um jeito de ver alguma situação ou fato de uma hora pra outra. É preciso saber que nossa mente está condicionada a encarar as coisas de um certo modo e que estamos acostumados a nos sentir de uma determinada maneira que não vai mudar da água pro vinho. Então teremos a consciência de que a evolução virá aos poucos, mas será forte e plena quando completa.

É fácil desistir na primeira desilusão, dando-se a desculpa de que aquilo nunca vai ser diferente só porque você em uma única ocasião não conseguiu fazer da maneira que queria. O difícil é continuar no caminho, firme, tentando a cada oportunidade se provar melhor e olhar pra cada erro como um aprendizado e não como algo a se lamentar. É preciso ter fé em si mesmo, é preciso perseverança. Pra falar a verdade nada é realmente fácil. Qualquer coisa é o que é. Somos nós, com nossa vontade, que tornamos algo mais ou menos acessível a nosso alcance.

Obviamente tudo fica mais perto de ser alcançado quando nos amamos. Se temos aceitação e admiração por nós mesmos e sabemos reconhecer nossas mais belas qualidades e nossos mais grosseiros vícios e defeitos é mais simples olhar pra nós mesmos e estarmos seguros de que queremos mudar, é maior a vontade de persistir nas tentativas. Com certeza também é mais fácil olhar para o mundo e amar cada pessoa que passa por nossa vida, de viver cada momento com um sorriso no rosto e de poder gritar bem alto, no lugar que for, " eu sou feliz".

Qual o maior desejo de cada ser humano se não ser feliz? Com isso, creio que as pessoas buscam na verdade amor-próprio. Cada um guarda um pedacinho do sentimento mais puro e constante que se pode vivenciar, só que muitas vezesn o procuramos fora de nós e não dentro, que é o lugar certo. Nada é fácil, nada é difícil, tudo é uma busca, uma mudança -- só depende de nós.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Depois de tanto tempo sem postar (quase dois meses, né?),
aí vai um poema que fiz há poucos dias.


Tocando a tristeza

Num momento de tristeza
As notas soam ao meu ouvido
As vibrações graves tocam minha pele
E as mais agudas ecoam o mais fundo que podem em meu peito.

Nada resta, tudo é emoção.
O tocar é sentir,
E cada comando que chega a meus dedos
Não vem do cérebro, mas do coração.

Nesse ato me encontro,
Vivo a maior paz que já senti.
É como se eu respirasse vida,
Como se somente ali eu vivesse plenamente.

E quando tudo isso acaba,
As notas se juntam às emoções
E ficam como lembrança
Da mais bela maneira de ouvir meu coração.



A quem me acompanha (ou acompanhava hehe) desculpas,
prometo postar quando puder, gostaria de ter mais tempo
de escrever aqui. Espero que eu poste em breve.
BeijosS e abraçosS.

sexta-feira, 18 de março de 2011

...

Tudo estava escuro
Com ninguém eu caminhava
No vazio nada achava,
Perdido em meu próprio mundo.

Um colega, um amigo, um amor
Pedia eu agustiado.
Alguém pra aliviar minha dor;
Ter meu caminho partilhado.

Mal eu sabia a razão
Pela qual seguia numa cega jornada:
Procurar mundo a fora era em vão
Quando dentro de mim a luz se guardava.

Então tudo ficou claro,
Me perguntaram que horas eram.
Olhei para o relógio, me tornei mais sábio
Entendi o mistério do tempo.

Descobri ali nos ponteiros
Os momentos da vida,
Tão simples e linda.
Os segundos já não eram os mesmos,
Não havia mais escuridão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Lágrimas em colo

Ali na cama
Lágrimas que antes não cairiam.
Uma leve brisa tentou secar
O caminho que percorreram em meu rosto.
Deitado no colo de uma pessoa especial
Meu medo encontrava segurança e conforto.

Um momento triste?
Não exatamente.
Foi somente e inteiramente
Mais um dos belos momentos que vivemos.

O que é chorar no ombro de um amigo?
Não sei.
Hoje chorei no colo de uma amiga,
E foi uma das coisas com mais significado em minha vida
Talvez na próxima eu peça o ombro,
Mas sei que nunca choraremos uma despedida.


Algum comentário pra eu fazer? Estou mais sensível agora.
Bom ou ruim, é a verdade. Mas quem nunca chorou?
E não venha com essa que homem não chora, porque depois
vamos reclamar que as mulheres nos chamam de insensíveis.
BeijosS e abraçosS

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Amanhecer

Navegando na internet encontrei esse texto. Me encantou bastante por descrever com alegria e delicadeza o meu período preferido do dia.
Curtam:


Ao abrir os olhos levanto,
abro as janelas, e me deparo
com o tempo a sorrir,
convidando-me a um novo dia.
Vejo o sol, ouço os pássaros,
o vento a tocar meu rosto.
A mente se fortalece, o sonho se
faz presente e o amanhecer acontece.
O que dizer de um novo dia,
O que esperar para ele
Esperar pela paz, pela esperança,
pela felicidade e pela luz divina.
Acreditar seria ideal, que tudo
será possível, que tudo é vida,
que tudo poderá acontecer.
Viajar ao tempo nos faz brindar,
nos faz acreditar, no faz sorrir,
nos faz crer em Deus, e que
tudo de fato poderá acontecer
neste mais novo
Amanhecer

(Madresgate)


Apesar de não ter conseguido achar nada sobre o(a) autor(a) do texto no google, puis o nome dele. Afinal, merece o crédito por palavras sensíveis assim.
É isso, galera.
BeijosS e abraçosS

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Música

Posto abaixo a letra da única composição minha na qual trabalhei sozinho. Foi algo encantador quando a terminei - acho que conseguiu representar uma boa parte do que eu sentia no momento em que a fiz.

Obs: não tem nome, tá? Geralmente esqueço de nomear as coisas que faço.

De que adianta só pensar
E não falar?
Consciência abstrata faz sofrer.
Por que reter tanta emoção

Se a vida te exalta?
Mas tudo em vão...

Coração triste
A paixão me leva fácil
Por pequenos sins
Qualquer coisa que alimente a minha fé no amor

Onde está
Toda a beleza?
Não posso ver
Tristeza me cega
O que dizer?
Não sei se calo ou falo alto
Tudo aquilo que sempre pensei.

Às vezes acho
Que o mundo se perdeu
Dinheiro, carros,
Muitas vozes
Clamando prazer.
Por isso fujo
Pro meu mundo
Onde cada um
Tem seu pão
E razão
Pra viver

E o que mais dói é saber
Que o futuro
Se esconde em nossas mãos
E a gente não quer olhar
Nem perceber
Que o ser humano
Do nosso lado ou não
Sente tanto quanto eu e você


Quem sabe um dia eu me grave no pc tocando ela. Daí só vai faltar aprender a por música no blog pra eu postar aqui. hsuhauashua

BeijosS

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ilusão

Às vezes me pergunto o porquê é a ilusão.
Eu já sei o que, como, quando, e até onde.
Mas por quê?
Por que ela, pra mim, é feita de laços que me abraçam,
[leve e suavemente
Que me amarram e me fazem enxergar o que não é,
[o que não está...

Eu sei reconhecê-la
Torna-se fácil a partir do momento em que se descobre
[não ser a vida um conto de fadas nem fantasia
A vida ssão altos e baixos
E tudo dá a impressão de ser mais complicado do que
[realmente é
Daí chega a hora em que o pessimismo transmuta-se
[no mais perfeito otimismo
Tudo é lindo, não há defeitos
A menina é linda e o namoro perfeito.

Mas é aí que quem sabe um pouco da vida para pra ver.
Os defeitos e as imperfeições são pra ser vistos e
[enfrentados
E não ocultados e ignorados.

Não é pessimismo coisa nenhuma.
É simplesmente uma maneira estável de ver a vida.
Ser otimista tem o preço do desencanto;
Ser pessimista traz o conformismo e a tristeza crônica;
Agora, ser realista é o equilibrio:
A felicidade que alguém assim carrega
Não é tão aguda que possa ser quebrada em um segundo
E nem tão vazia de vida.
É a vantagem da estabilidade emocional

Contudo, por que ainda o ser humano busca o encanto?
Será que ele não sabe enxergar o que eu disse?
Creio que não seja esse o motivo.
Eu o enxergo, mas ainda vivo ilusões
Será que não queremos olhar para noso erro quando a
[estamos sentindo?
Alguns acho que estão dentre esses, mas eles ainda não
[sabem clarear suas emoções

Quem eu busco são os que têm plena consciência de que
[estão sendo ludibriados
Pela aparência das coisas,
Pela falsa visão,
Mas, mesmo assim,
Não conseguem se livrar dos laços da ilusão.

Será que é muito bom pra resistir?
É uma pergunta boa.
Eu, porém,
Como corações são todos diferentes,
Falo só por mim:
É tão encantador e perfeito
Que às vezes desejo que a vida volte a ser um conto de
[fadas
Mas isso tem fim.
É por isso inclusive que fiz este poema..
Era preciso tomar consciência do que está em mim.



Acho que não é necessário fazer comentário nenhum sobre
o texto.
Fique com preguiça de postar esses dias, contudo julgo que
o tamanho do poema-reflexão compensou o tempo que pas-
sei sem escrever hehe.
Bom, é isso aí, galera.
BeijosS e abraçosS

domingo, 30 de janeiro de 2011

Abraço de despedida

Em algumas épocas de mudanças, temos de aceitar ver menos amigos de quem gostamos muito e nos conformar que muitos dos nossos colegas se perderão de nossa vista no mundo. Encontro-me numa dessas fases.

Recebemos muitas coisas das pessoas queridas durante uma amizade, e uma delas é o abraço. Pensando nisso resolvi fazer um poema. Contudo, logo me veio à mente misturar essa grande demonstração de afeto e carinho com uma despedida, inspirada no momento de transição por que passo:


Abraço de despedida

Por um instante, tudo para.
O mundo gira, os carros passam
Silêncio.
Duas pessoas se abraçam.

Longe do mundo estão,
Lançam ao ar sua atenção
Só sentem os corpos se tocando,
Os braços envoltos nas costas um do outro,
O cheiro do perfume e do shampoo novo,
Os cabelos esvoaçando com o vento dançante.
A inspiração, a expiração.

Quando se soltarem,
Perguntarão onde se encontram.
Lembrarão que estavam em um abraço de despedida.
Então, olharão para as nuvens
E pensarão que acabaram de voar bem mais alto

Ela encontrará os olhos dele
Ele desviará o olhar,
Com medo de chorar.
Será que sentiriam outro abraço assim?

Enfim, uma palavra para partir:
Adeus.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Textos de antes

Estava fazendo uma geral no meu quarto um dia desses quando achei minha agenda do 1º colegial. Naquela época, além de me lembrar dos estudos e compromissos, ela me servia de algo mais: "ouvidora" de desabafos, meus questionamentos sobre o mundo e sobre mim mesmo.

Talvez pareça estranho pra você que eu só fui querer descobrir o mundo e me auto-investigar com 15 anos, mas compreenda: naquela época eu era como a maioria dos meninos -- imaturo pra idade que tem. Bom, o que importa é que chegou a hora de eu crescer, e em consequência disso acabei escrevendo alguns textos.

Aí abaixo vão os dois que mais me agradaram nessa recordação -- uma reflexão e um pequeno poema.


"Algo permanente ou passageiro? Uma vontade de mudar [o que está errado] que nunca tive; a determinação surgindo e as revoltas crescendo nesse coração tão pequeno para o mundo, mas tão espaçoso para sentimentos e pensamentos [sobre ele].
Coisas erradas à minha volta, e também em mim. Pensar em outras pessoas primeiro? Faz parte da minha personalidade. Mas não seria mais fácil começar comigo? [...]
Apenas uma mudança de visão, determinação e revolta... Por que só em mim tão intensamente [e em quase ninguém mais]?
Buscar outras pessoas..."


O que está entre colchetes foi adicionado por mim, fora algumas pequenas modificações que fiz no original para torná-lo um pouco mais claro e objetivo).

Atingi algumas epifanias quando comecei a não concordar com o sistema em que vivia. Pobreza, violência, assassinatos injustificáveis, riqueza exacerbante pra uns e pobreza extrema pra outros -- um mundo cruel e injusto. E o homem ainda achava que sabia demais por causa da ciência... Fiquei indignado, angustiado, triste e estonteado com tantas verdades cruas jogadas à minha frente de uma só vez. E pior: não sabia o caminho para ajudar a resolver tantos problemas.

Logicamente alguma hora temos que aceitar o mundo do jeito que ele é para poder mudá-lo (ou pelo menos tentar). Depois -- para ser mais específico, no decorrer de uma amizade --, aprendi que é alegrando vidas (iniciando da nossa própria) que começamos a rearranjar nosso planeta. E sei que ainda tenho muito pra ser ensinado sobre esse assunto.


Agora vem o mini-poema:



Tempo

Passa depressa, passa dessa tão ruim
Pára! Pára!
Não obedeces a mim...
Quando vai me achar?


Simples, mas quis demonstrar a insatisfação que o tempo causa em nós, o quanto algumas vezes nos achamos perdidos no momento em que estamos vivendo. Nem lembrava que o tinha escrito...

Bom, espero que tenha gostado.

Beijos e abraços.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Apresentação

Olá.
Fico feliz por você visitar meu blog.
Bom, como ele próprio diz, eu sou o Matheus.
Na verdade, não importa muito quem sou ou o
que faço da vida, mas sim o que vou postar
daqui pra frente. Então, deixe-me lhe contar.
Gosto de escrever poemas, que geralmente têm a
ver comigo sim - com meus sentimentos - e resolvi
publicar alguns que escrevi e quem sabe alguns que
escreverei.
Ah, e disse que não importa muito quem eu sou, e é
verdade. Porque quem vai buscar significado em cada
verso é você, leitor. Não importa o que eu disser, você
nunca se sentirá como eu me senti escrevendoo que
quer que seja. Ler e escrever são experiências muito pessoais.
Então, o máximo que farei é lhe dar uma base
de como me senti pra escrever aquilo que estou postando.
Mas não acho que eu precise detalhar nada - com certeza
você poderá achar mais satisfação em uma palavra certa
que em uma longa descrição. E torço pra que ache isso em
algum poema aqui.
Poderei variar as formas de texto e os assuntos também,
apesar de a ideia inicial ser postar meus versos. Músicas,
narrativas, alguma opinião sobre um assunto que me
interessa e que eu ache importante abordar: são possi-
bilidades do que você talvez encontre aqui.
Finalmente, é isso. Espero não ter sido tão longo assim
pra uma apresentação de um blog, mas, se fui, não me
julgue um chato tão precipitadamente. Dê pelo menos mais
uma passada pra ver se gosta do que vou escrever.
Ah, e não sei com que frequência vou postar - vou tentar
fazer isso semanalmente, mas vamos ver se a inspiração e
a disposição me incentivam um pouco né.
Beijos e abraços.
M. L.