domingo, 23 de janeiro de 2011

Textos de antes

Estava fazendo uma geral no meu quarto um dia desses quando achei minha agenda do 1º colegial. Naquela época, além de me lembrar dos estudos e compromissos, ela me servia de algo mais: "ouvidora" de desabafos, meus questionamentos sobre o mundo e sobre mim mesmo.

Talvez pareça estranho pra você que eu só fui querer descobrir o mundo e me auto-investigar com 15 anos, mas compreenda: naquela época eu era como a maioria dos meninos -- imaturo pra idade que tem. Bom, o que importa é que chegou a hora de eu crescer, e em consequência disso acabei escrevendo alguns textos.

Aí abaixo vão os dois que mais me agradaram nessa recordação -- uma reflexão e um pequeno poema.


"Algo permanente ou passageiro? Uma vontade de mudar [o que está errado] que nunca tive; a determinação surgindo e as revoltas crescendo nesse coração tão pequeno para o mundo, mas tão espaçoso para sentimentos e pensamentos [sobre ele].
Coisas erradas à minha volta, e também em mim. Pensar em outras pessoas primeiro? Faz parte da minha personalidade. Mas não seria mais fácil começar comigo? [...]
Apenas uma mudança de visão, determinação e revolta... Por que só em mim tão intensamente [e em quase ninguém mais]?
Buscar outras pessoas..."


O que está entre colchetes foi adicionado por mim, fora algumas pequenas modificações que fiz no original para torná-lo um pouco mais claro e objetivo).

Atingi algumas epifanias quando comecei a não concordar com o sistema em que vivia. Pobreza, violência, assassinatos injustificáveis, riqueza exacerbante pra uns e pobreza extrema pra outros -- um mundo cruel e injusto. E o homem ainda achava que sabia demais por causa da ciência... Fiquei indignado, angustiado, triste e estonteado com tantas verdades cruas jogadas à minha frente de uma só vez. E pior: não sabia o caminho para ajudar a resolver tantos problemas.

Logicamente alguma hora temos que aceitar o mundo do jeito que ele é para poder mudá-lo (ou pelo menos tentar). Depois -- para ser mais específico, no decorrer de uma amizade --, aprendi que é alegrando vidas (iniciando da nossa própria) que começamos a rearranjar nosso planeta. E sei que ainda tenho muito pra ser ensinado sobre esse assunto.


Agora vem o mini-poema:



Tempo

Passa depressa, passa dessa tão ruim
Pára! Pára!
Não obedeces a mim...
Quando vai me achar?


Simples, mas quis demonstrar a insatisfação que o tempo causa em nós, o quanto algumas vezes nos achamos perdidos no momento em que estamos vivendo. Nem lembrava que o tinha escrito...

Bom, espero que tenha gostado.

Beijos e abraços.

3 comentários:

Leandra Marcondes disse...

Oi Matias!
Que bom que você criou esse blog, sabe, por que é uma forma da gente descobrir as pessoas e o que há dentro delas... Além de nos libertar das nossas angustias e deixá-las trancadas aqui! =D
É bom...
mais, eu percebi nesse tempo, que você se revoltava com as injustiças do mundoo, acho que quem prefere a conciencia, tem esse problema, de saber o que acontece, querer mudar a si ou o Mundo, mais não sabe como, mais aos poucos, nós descobrimos como podemos fazer isso, por que para cada um tem um jeito, um forma, e uma forma de ver o mundo, não é igual para todos... e você descobriu a sua! Bom... eu acho que com 15, 16 anos, nós somos mesmo imaturos e tal, por ainda não descobrir o mundo, nem o, que está por trás dos fatos então, temos um sentimento de imaturidade e até tristeza por termos sido quem fomos com essa idade, mais passa, hoje somos outras pessoas, que graças aos nossos professores aprendemos a ver e a ser críticos. Mais.. não perca o lado doce da vida! ok?
Bom! obrigada por tudo!
Continue escrevendo! ok?!
beijoo

Leandra Marcondes disse...

ops! ficou meio grande!

Matheus Henrique disse...

Oi, Lee =]
Ah, com certeza é um ótimo modo de desabafar. Como a gente já comentou, descontar nossas angústias na escrita nos faz sentir bem mais aliviados.
E, sim, crescemos bastante pelo auxílio de nossos professores - e também dos amigos. Essas pessoas certamente ficarão nos nossos corações pra sempre.
Com esse amadurecimento podemos ajudar de alguma forma o mundo, começando à nossa volta.
Você está certa. Sempre temos que cultivar a alegria e a vontade de mudar o que não nos satisfaz.
Obrigado. Gostei muito de você ter comentado aqui.
Beijos.
P.S: continuarei escrevendo sim ;)