segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estava eu andando encantado por aquela ruazinha. Já passara várias vezes por ali, mas dessa vez eu queria observar cada detalhe. Foi quando meu olhar, enlevado pelas árvores e flores que enfeitavam tão singelo espaço humano, cruzou com o de uma graminha, daquelas bem pequenas que crescem entre os ladrilhos da calçada. Ela tinha um ar bondosamente preocupado e com sua voz meiga me alertou: "não, não olha tudo hoje não. Amanhã tu passas aqui de novo e não tens em que reparar. Deixa pra amar uma coisa de cada vez".
Que sábias são essas graminhas que a gente quase não vê. Será que ela sabe que aquele dia foi ela quem eu amei?

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