Estava eu andando encantado por aquela ruazinha. Já passara várias vezes por ali, mas dessa vez eu queria observar cada detalhe. Foi quando meu olhar, enlevado pelas árvores e flores que enfeitavam tão singelo espaço humano, cruzou com o de uma graminha, daquelas bem pequenas que crescem entre os ladrilhos da calçada. Ela tinha um ar bondosamente preocupado e com sua voz meiga me alertou: "não, não olha tudo hoje não. Amanhã tu passas aqui de novo e não tens em que reparar. Deixa pra amar uma coisa de cada vez".
Que sábias são essas graminhas que a gente quase não vê. Será que ela sabe que aquele dia foi ela quem eu amei?
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