terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Medo de amar
Do sofrimento resta a cicatriz.
No momento da desilusão
Um filho se gerou
Do âmago da dor, da angústia.
Filho bastardo
Do amor com o destino,
O medo.
O medo de amar,
O medo de sofrer,
O medo de chorar,
O medo de viver.
Um medo inerte de ser
Que torna-se, na cegueira da escolha,
um apático estado de alma,
Nulo, escuro.
É a jaula que prende
E a capa negra que
Envolve e sufoca o coração.
Bloqueia, congela e impede
A alma de toda e qualquer palpitação.
Lastimáveis são os momentos perdidos
Sorrisos não são dados,
Palavras não são ditas,
Abraços não unem.
Desconsolado e carente
Um corpo doente
Se nega a aproximar-se de uma fogueira
Numa triste e fria noite de sua vida.
Contudo, que sentido tem se entregar?
O que é o medo se não um adiamento da felicidade?
Quais as chances dele contra a coragem, a fé e o amor?
Pode ser que ele impeça o brilho de alguns momentos
E que faça o coração pedir pra respirar,
Mas dentro de cada um há uma chama,
Que nada nunca será capaz de apagar
E basta um simples vestígio de vontade
Pra fazer o sol renascer e começar a iluminar.
Ninguém deve esquecer essa chama,
Apesar dos truques do medo na mente,
Que criam a ilusão de que não há fim para o sofrimento.
Há sim.
É questão de fé nesse fogo.
Alguns o chamam de amor, outros de esperança,
Confiança, coragem ou o que esteja faltando.
Mas o importante é que essa é a força motriz de cada ser
E nada a fará parar de girar.
É só acreditar
E então ao rosto voltará um sorriso de uma criança.
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