quarta-feira, 21 de maio de 2014

O que será?

Hora de decisão é difícil
Deito na cama
E penso, penso, penso...
Mas, acima disso, é preciso sentir
Tenho que correr esse risco.

Atirar pra qualquer lado é uma opção
Mas não é o que diz o coração.
Afinal, nem toda resposta está fora.

Contudo, ainda permanecem
Ansiedade e angústia,
Frutos da incerteza:
O que será?

Fluir não é tão fácil,
Mas, ao mesmo tempo,
É uma escolha tão leve...

E leve o tempo que for,
No fundo quero escolher o que realmente me enleve.

2 comentários:

Unknown disse...

Gostei muito da sua reflexão. É algo vivido por muitas pessoas,senão todas,essa busca por uma vida mais leve,que pode nao ser fácil de se aplicar na hora,mas com a prática vai se tornando algo mais presente,e que nos ajude a curtir o agora.

Flor disse...

(me fez lembrar de uma poesia minha, de dez. de 2012...)

da paz ao infinito caos
eu oscilo
como brincadeira de gangorra
com duas crianças que
ora uma ri
outra ora grita

às vezes
eu perco o chão
me desequilibro:
sinto todo o meu amor
se afogando em lágrimas

e depois do cansaço todo
de me sufocar no meu próprio drama
surge então, uma pausa
um silêncio profundo
um não querer nada
uma sonolência como o céu brando

ao despertar
minha alma renasce
a janela se abre devagar
e sinto tamanha leveza que
me devolve sonhos

transição louca esta em que
me desloca de um lugar a outro
dentro de uma só vida
de um corpo tão pequenino
assim, num piscar de olhos

e é assim:
eu inspiro - expiro
choro - sorrio
amo - odeio
vivo - morro
e me transformo
o tempo todo
nessa dança de roda que
parece não ter fim